Vinte e cinco, vinte e seis de Agosto. Os dias mais cruciais. São aqueles dias em que sentimos que ou a nossa bússola fica, em definitivo, bem orientada, ou a nossa vida torna-se um astrolábio: podemos orientar-nos mas, sinceramente, no meio de tal confusão, é quase impossível.
O CISL, onde fiquei: um local simpático, simples. Esperava um sorriso do recepcionista que, na verdade, não aconteceu. A vida continua. O jantar, esse, ficou-se por umas uvas, bolachas e água, ou não fosse Domingo.
No dia seguinte: volta pela cidade. Há que criar o hábito de ouvir francês a toda a hora, e não é fácil. Até as discussões deles parecem civilizadas. As vezes sinto falta de ouvir caralho, merda, ou puta que pariu. E esse é outro vocabulário que é prioritário aprender quando estamos noutro país.
Telemóvel: fui tentar arranjar um número. A um Domingo, ao que parece, apenas os árabes trabalham. Lá fui eu. Sete euros e meio por um cartão. Ok. Ups, não funciona. Ora, quando vamos a estas lojas um pouco outsiders ficamos sempre de perna atrás...
Qual é a minha surpresa quando, ao fim de alguma insistência, consigo que ele me devolva o dinheiro, acordando que iria a um amigo dele, da loja ao lado, desbloquear o telefone e comprar lá o cartão. Pois, ok amigo, espera por essa. Qual não foi o meu espanto quando ele me dá dez euros. Sim, desta não estava à espera: olho para esquerda, olho para a direita, e toca a andar.
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