terça-feira, 5 de novembro de 2013

Lyon (revisitée)

Quatro de Novembro de dois mil e treze. Revisitou-se Lyon, pela terceira vez. E não cansa. Sempre se encontra algo novo, uma outra rua, uma outra cara que por nós passa, uma outra casa. Uma árvore não vista, um café, uma curva, uma pedra. Um muro que passou, uma fonte que deixou de estar calada, uma brisa que se encontrou connosco.
Lyon, essa, será eterna, assim como as suas paragens. Eterna não será a forma como para ela se olha. A cada vez, olha-se com olhos de olhar, depois de ver, de reparar. Depois com olhos de atenção, de ternura, de curiosidade, perplexidade, leviandade. Tudo depende.
E se quatro olhos vêem melhor que dois, diferentes olhos nunca vêem o mesmo. Diferentes pessoas nunca cheiram o mesmo. Aquele folhado acabado de fazer cujo cheiro passa naquele preciso momento já é diferente daquele que passará um segundo depois. Cada experiência é, por isso, única. Cada passo é um passo que jamais voltaremos a dar e que ninguém dará como nós demos. Cada cidade é diferente e igual ao mesmo tempo. Cada riso de amizade, cada gole de cerveja, cada garfada, cada abraço. É tudo único e sem exemplar. Cada experiência é inicio, desenvolvimento e conclusão. Mas não é por isso que deve deixar de ser partilhada.




















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