Dez de Novembro de dois mil e treze. A vida tem destas coisas. Vamos para o estrangeiro, conhecemos gente nova. Muita gente. E eu, que no meio disto, habito com duas pessoas muito especiais; muito pessoas. A convivência com os outros é a melhor fonte de conhecimento durante toda a vida. Com elas aprendemos o que é isto da vida, aprendemos a vivê-la e ajudamos a vivê-la. Aprendemos que a partilha é a coisa mais bela deste mundo. Aprendemos que ela nos faz humanos. Aprendemos que realmente aquela ideia desesperada de que existe um deus, não passa de uma ideia desesperada se soubermos viver com o outro.
Aprendemos com isto que o mundo é tão mais diverso do que qualquer dias poderemos experiênciar. E por estes caminhos encontrei e fiz amizades com as pessoas mais interessantes. Inclusive uma das pessoas com quem moro, um alemão de vinte e cinco anos, que faz tarot todas as manhãs, que estuda literatura do século dezoito sobre masturbação; um ser humano cheio de vontade de partilha e de generosidade. No meio disto submeti-me à experiência do tarot. Materialista que sou não acredito em sinais transcendentes, mas já agora partilho esta curiosidade para aqueles que possam acreditar ou, não acreditando, estejam sempre abertos àquilo que é novo. É nisto que se resume a vida.
A
primeira carta, será aquilo que represento para os outros. Um sinal
exterior. A segunda carta, aquilo que representa a minha alma. A terceira carta, caracteriza o meu ano.
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